Challengers – 1ª Etapa 8.6 Paulistânia – Interlagos

Fala, galera!

Antes tarde do que nunca, como sempre eu sou lento, vocês não deveriam esperar nada diferente disso, né?

Um texto por semana não é lá um belo ritmo, e talvez eu deva receber uma advertência por isso, e por falar em advertência...

Vamos para a Challengers!

Por conta do número de pilotos, assim como a Padawan, rolaram duas baterias da Challengers.

Ainda bem...

Se com menos pilotos na pista a Challengers 1 já foi um verdadeiro SHOW DE HORRORES, se tivesse pista lotada, rapaz...

Tão bonitinhos na largada

Com Fabrício Sousa largando na pole e um excelente segundo lugar da Geisa Baptistella, que já chegou na Challengers botando respeito, mostrando que de Padawan não resta nada.

A largada comportada não fez jus ao resto da prova, se bem que nem isso direito, não durou mais que duas curvas e uma reta... antes da primeira volta pelo menos dois já ficaram pelo caminho por conta de toques, culposos ou dolosos? Bom, pelo menos um deles foi considerado doloso e o André Marinho já levou a primeira advertência do dia.

Toda concentração da Geisa Baptistella, pilota ainda não formada, mas em formação

Na sequência a Amanda também ficou pelo caminho, dessa vez não sobrou advertência para ninguém, embora o lance tenha me deixado com algumas dúvidas se não merecia uma advertência, mas vamos seguir...

Não demorou muito para a segunda advertência aparecer, dessa vez pro Marcelo Rodrigues, que veio campeão da Padawan e tava querendo mostrar serviço, talvez até um pouco demais, mas já mostrou muita velocidade e promete dar trabalho.

Apesar das mais variadas advertências distribuídas ao longo da prova, houve diversas brigas interessantes, os pilotos na ponta fizeram uma excelente prova, com destaque para a prova constante do Fabrício Sousa, que largou da frente e assim se manteve até o final, só não conseguindo fazer a melhor volta para completar o final de semana, e foi por pouco.

Até o meio da prova poucas coisas realmente aconteceram, brigas aqui e ali, boas ultrapassagens, como manda o figurino. Rolaram até coisas que ninguém esperava, como por exemplo uma onboard do Ricardo Bunnyman sem xingamentos ou estresse, bom, como eu disse, só até o meio da prova...

Thiago Olio conseguindo ouvir os xingamentos por dentro do capacete

O tempo em Interlagos vinha prometendo chuva há algum tempo, e pela cor do céu, claramente não eram só alguns pingos que viriam, mas tava demorando a chegar, era a eterna promessa, igual o título do Cebola, era sempre uma promessa, mas uma hora chega, e assim como o título, a chuva chegou.

Por uma ou duas voltas foi só um pequeno aviso, algumas gotas, porém suficientes para começar a bagunçar tudo. Um show de rodadas, freadas estranhas e piloto indo reto, foi aí também que começou a sina do Antônio Zambon, piloto da velha guarda do OsKarteiro, sempre tido como limpo na pista, levou uma das poucas bandeiras de Stop-and-Go que já vi, se aquilo não foi sinal que essa prova tava louca, não sei mais.

Segundo ele, uma ele não foi culpado, a outra ele abraçou a culpa e vida que segue!

Foi em um desses lances que tivemos a belíssima manobra do nosso querido Ricardo Bunnyman e seu primeiro xingamento, daí pra frente, meu amigo...

Se para a gente tava divertido acompanhar, lá dentro do capacete dos pilotos a história era outra, a chuva rapidamente apertou e o mundo desabou em água em cima do kartódromo, e aí não existia mais garantia de posição nenhuma, até o fim da prova foi uma bela demonstração de como se rodar e passar reto em curvas, o que acabou ajudando diversos pilotos que vinham lá atrás e complicou a vida de muitos que faziam uma boa prova.

Destaque negativo, e digo isso com dor no coração, para Rogério Froner, que quando começou a chover, se perdeu completamente na pista, ele que vinha disputando as primeiras posições, amargou um nono lugar ao final.

Rogério Froner que até agora não sabe como achou o caminho pra terminar a prova

O destaque positivo vai para Murillo Zaza, que largou do fundo do grid e finalizou a prova com um belo segundo lugar, lugar esse que a Geisa sustentou por boa parte da prova, mas não conseguiu segurar e terminou na sétima posição.

Como sempre digno de nota, quem não poderia sair da pista sem uma advertência foi o recém-promovido Paulo Ferreira, fez história na Padawan por isso e segue fazendo na Challengers.

Bateria 2

Com a chuva piorando, o início da bateria 2 acabou sendo atrasado, era esse o nível da quantidade de água que estava caindo.

Passado um pouco da chuva, os pilotinhos foram para seus karts devidamente abastecidos com água (que papelão hein, Interlagos).

Bom, talvez essa parte do texto acabe ficando um pouco mais pessoal por motivos de: Eu tava na pista, ca#&@ho. O que vai atrapalhar também uma visão mais geral da prova, mas vocês nem estão lendo este texto mesmo, por que estou me preocupando? Estão? Se tá mesmo, deixe um “Eu li, seu vacilão” ali nos comentários... e também comenta sobre o texto né.

Pois vamos ao que interessa, a prova!

Logo na classificação já deu pra sentir que a vida não seria fácil na pista. Extremamente molhada, diversas poças e aquela maravilha toda que só uma belíssima chuva proporciona.

Como ficou a largada? Bom, eu só sei por foto mesmo, única coisa que lembro é que eu fui mal, mas até aí absolutamente nenhuma novidade...

As fotos do Clicados do Kart dessa etapa tão uma coisa que nossa...

A tristeza dessa foto é ver o Alberto Otazu largando de último e saber que ele acabou ganhando. Mas digo que não fez mais que obrigação.

A primeira curva da prova foi uma verdadeira aula de como não se largar na chuva, parabéns aos envolvidos.

Não, sério mesmo, parabéns! Me ajudou pra caramba, eu saltei lá pra frente logo após a primeira curva. Sustentei a posição? Obviamente que não, mas vocês tão se apegando a detalhes bobos...

Paulo Elias se defendendo do Fernando Viana, pouca água

A prova foi quase uma prova de resistência, não por esforço, mas pra tentar ficar na pista mesmo, os ponteiros acabaram abrindo um caminhão de vantagem após a confusão na primeira curva e o André Nagahama e o Alberto Otazu souberam se aproveitar muito bem, o André pulando pra ponta e Otazu escalando rapidamente o pelotão, quando se encontraram na pista, foram embora. O André Nagahama poderia ter levado a vitória pra casa não fosse pela última volta, onde acabou errando a freada no bico de pato e foi reto pra grama, amargou o quarto lugar, deixando a vitória no colo do Alberto Otazu.

É difícil até falar sobre a prova, diversos erros, pista complicada, ~ótimos karts~ e foram apenas 10 voltas, que duraram uma eternidade...

Vinícius Fava mostrando o motivo 15º lugar, tendo que acelerar na mão

Destaque para o segundo lugar de Bruno Aleixo, que veio da Master, mas já mostra que pretende voltar em breve, bem como um belo terceiro lugar para Victor Monteiro.

Também vale ressaltar a bela chegada entre 5 pilotos, entre o quinto lugar do Paulo Elias, seguido pelo Rafael Freire, Fernando Viana, Rodrigo Ferreira e Rodrigo Cesar, com uma diferença pequena entre todos.

Mas sem dúvida o grande destaque da prova foi Rafael Celloni, com um sólido décimo terceiro lugar, sem levar volta, sendo lento, rodando duas vezes, com uma pilotagem vergonhosa e um traçado digno de dó, piloto do final de semana, sem dúvida.

Rafael Celloni, o piloto destaque do final de semana

Bem senhores, esse foi um bom resumo do que foi a prova da Challengers, a bateria 1 uma chuva de advertências e a bateria 2 uma chuva mesmo.

A parte boa é que no final, todo mundo se sentou tranquilo para tomar uma 8.6 da Paulistânia e aproveitar o sabadão!

Agora vamos ver quando vou criar vergonha na cara para escrever o texto da Master...